Acerca da Formação EDUCOM

Breves notas sobre o Modelo de Formação EDUCOM
edição 2013 e anos seguintes

O Centro de Formação da EDUCOM herda a experiência de alguns dos principais projectos e iniciativas no domínio do uso educativo das TIC em Portugal.

Desde logo, por ser parte da EDUCOM, uma associação que nasce pela acção dos elementos dos vários pólos do projecto MINERVA (1985-1994) que realizavam o apoio, formação, pesquisa e desenvolvimento das várias oportunidades de uso enriquecedor das TIC nas escolas.

Com a criação do Centro de Competência Nónio (1996-2004), a EDUCOM prosseguiu na linha deste programa com as suas múltiplas dimensões de trabalho estruturado de integração das TIC na educação, na formação de professores, no desenvolvimento de software, etc..

A EDUCOM articulou também de muito de perto toda a acção do Progarma Internet na Escola (1997-2002), na ligação de todas as escolas portuguesas à Internet, de que foi indirectamente um dos principais informadores.

A associação interage também de muito perto com a Equipa de Missão CRIE (2005-2007) no período de refundação e estruturação da acção do Ministério da Educação no domínio do uso educativo das TIC.

E finalmente mantém ininterruptamente com a ERTE (2007-) uma proximidade reconhecida de acompanhamento das escolas e professores.

De toda esta rica experiência, resulta um conjunto de linhas que, em diálogo com a investigação neste domínio, recomendam uma formação especialmente desenhada para um uso criativo das TIC, capaz de contribuir para “mais e melhor ensino e aprendizagem”, para recorrer a uma expressão frequentemente referida pela Equipa CRIE.

Neste contexto, a existência simultânea da EDUCOM de um Centro de Formação, de um Centro de Competência e de uma Revista Científica neste domínio, constitui uma arquitetura poderosa na reflexão, investigação e acção na defesa de ambientes mais ricos de ensino e aprendizagem, capazes de trazer benefícios concretos a todas as comunidades educativas abrangidas.

Relevando deste percurso, a EDUCOM adopta as seguintes linhas orientadoras para o desenvolvimento da sua formação contínua de professores:

  • a formação deve ser desenvolvida em contexto lectivo, salvo os casos em que os formandos não possuam qualquer turma atribuída e nos quais devem colaborar com um colega que possua uma turma disponível para a articulação do trabalho de formação; desta forma procurar-se-á contrariar a carência de saberes por parte dos alunos no uso académico das TIC;
  • a formação deve ser desenvolvida em articulação directa com a realização de actividades práticas pelos alunos, que devem devolver as evidências que permitirão o trabalho de reflexão e reformulação dessas mesmas actividades no sentido de tornar as mesmas mais eficazes e eficientes;
  • a formação será preferencialmente numa de duas modalidades,
    • Sessões curtas de divulgação/demonstração de novas tecnologias (equipamentos e aplicações de software) que contribuam para a actualização dos docentes e permitam suscitar o interesse de participação em formação mais aprofundada;
    • Sessões de ciclo longo, tipicamente ao longo do ano lectivo, com a aplicação obrigatória em sala de aula (cf. acima) com actividades práticas com alunos, análise dos resultados e re-elaboração em sessão da formação das estratégias e actividades recorrendo às TIC;
  • a formação será sempre enriquecida recorrendo às TIC,  nomeadamente reforçada recorrendo a mediação de sistemas de comunicação e de gestão de formação on-line, designadamente plataformas de ensino-aprendizagem online, e.g. Moodle e, ou, ferramentas web 2.0 consoante se considere o mais adequado, mas sempre de forma pró-activa e não apenas de repositório passivo;
  • a formação deverá sempre que possível possuir subjacente a metodologia de projecto de trabalho individual ou em grupo, facilitador da sua implementação e posterior análise crítica;
  • a formação recorrerá sempre que possível a um modelo de avaliação de defesa de portefólio digital, elaborado especificamente para demonstrar a concretização dos objectivos formativos e defendido de forma a aferir o nível de consecução dos mesmos.

Última alteração: Segunda, 30 Março 2015, 01:14